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nem

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"Um dia alguém vai se apaixonar pelo seu sorriso torto, vai precisar ouvir a sua voz antes de dormir e querer o seu bom dia para começar o dia bem. Um dia alguém irá querer carregar as suas dores e lhe trazer um pouco de alívio. Esse alguém também irá aceitar suas falhas, perdoar os maus entendidos e respeitar os silêncios mesmo sem entender o porquê. Alguém com quem você poderá até ter brigas sem nunca ir embora. Alguém que terá um abraço que acolherá todos os erros, que talvez te odeie um dia e ame no outro, ou no mesmo, mas que invada diariamente o seu corpo com sensações únicas. Alguém que te levará junto toda vez que parte, cuja alma te pertence desde sempre. E um encontro marcará o que somente os olhos verão. Um dia, sem esperar, alguém anulará o resto do mundo pra você. E você descobrirá que esse alguém não poderia ser de mais ninguém. Nem você.”

"Com o próximo amor não pouparei palavras. Nem beijos
Foi na maçã que estava dentro da fruteira que entreguei meus olhos tristes, após sentir uma pontada de leve no centro do estômago. Eu queria me enfiar no buraco mais próximo, mas apenas me encaixei aos poucos no constrangimento seguido do silêncio que surgiu quando emiti a frase "Gosto muito de você". Eu realmente não sei que o que há de mal nisso. Uma vez até li em um livro, que essa era uma das "frases bombas", que geralmente fazem os homens sumirem. Mas eu acreditei que ele seria diferente, afinal, eu não sumiria se ouvisse algo do tipo - mesmo se não pudesse retribuir o mesmo. E foi exatamente ali que enxerguei, no meio de toda merda, meu erro. Acreditar que ele era capaz de fazer por mim, todas as coisas que eu seria capaz de fazer por ele.
As pessoas nos levam a acreditar que o sentimento explicitamente demonstrado, sem nenhuma atitude comprovada de reciprocidade é uma ponte para o sofrimento. E como consequência sofremos por medo de sofrer. Nos lamentamos ao pensar no que poderia ter acontecido. Deixamos de dizer que gostamos de alguém, por acharmos que ainda não é o momento. Vivemos muitas vezes de "E se..." e aposentamos vidas sensíveis às coisas simples. Bobagem. Qual será o dia em que vamos arriscar sair mais vezes da área de conforto, sem martelar no que o outro vai pensar, como ele vai agir, e tentar por fim algo novo?
Nem sempre precisamos achar a resposta de tudo.
Tá bom vai, eu tenho preguiça de sair por aí e encontrar e reencontrar um mundo sofrido, implorando por amores imensuráveis e demonstrando ó: Nadica de nada. Eu tenho medo da falta e do vazio que fica quando algo (alguém?) se torna saudade. Mas o medo e a preguiça passa. Assim como amores que nunca foram amor. As insônias com café forte para terminar aquele trabalho importante. Os gritos injustos de chefes. E até mesmo aquelas festinhas playbas, que prometem ser a melhor do ano - e nunca cumprem. Passa o desconforto quando ele promete ligar e não liga. Passa quando ele esbanja indiferença. E tudo fica bem. Sempre fica.
Hoje me permito ser livre com meus sentimentos. E se pudesse dizer algo para o amor que há de chegar, diria que simplesmente não ligo para o que os outros vão pensar. Nem se eu decidir, feliz da vida, ajoelhar no meio de uma praça pública e brindar com alguém que acabei de conhecer, uma garrafa de água com bolinhas. Nem se eu escorregar no meio de uma tempestade e ficar com o cabelo todo emaranhado. Para o próximo amor, não quero poupar em dizer hilário, mesmo que nunca tenha dito. Não quero sentir um pinguinho de medo em dizer que gosto dele, mesmo sendo no primeiro encontro de muitos que talvez possam surgir. Mesmo se eu quiser me enfiar no buraco mais próximo, de tanto o rosto corar. Porque para o próximo amor, não quero poupar palavras sinceras, sorrisos e abraços sinceros. Nem beijos."

Nem todos os caminhos são para todos os caminhantes.