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Olavo de Carvalho

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fernandosouza

Publicado há 3254 dias - 0 estrelas

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Quando digo que o Brasil é hoje um país sem horizonte, um país condenado a sair da História, sempre aparece alguém me descrevendo as maravilhosas perspectivas de desenvolvimento econômico que nos são abertas por tais ou quais fatores internacionais. O simples fato de que alguém identifique um horizonte de futuro com meras possibilidades de desenvolvimento econômico já é sinal de ignorância letal. Na segunda metade do século XIX, o país europeu com melhores perspectivas de desenvolvimento econômico era a Rússia. O que lhe faltava não era isso: era uma elite intelectual que tivesse mais apego aos seus deveres do que a ambições revolucionárias. A economia é o setor mais volátil e superficial da História. Em poucos anos um país pode sair do atraso para o progresso econômico, e vice-versa. Mas uma cultura, uma atmosfera de consciência clara e de diálogo inteligente, leva séculos para se criar -- e, uma vez perdida, é quase impossível recuperá-la. Se querem conhecer as perspectivas do Brasil, não olhem as estatísticas e o PNB, mas comparem os nossos políticos, a nossa classe intelectual dos anos 30 a 60 com os de hoje. Comparem Francisco Campos com Marcio Thomaz Bastos, Gustavo Capanema com Christovam Buarque, Graciliano Ramos e Manoel Bandeira com Marilene Felinto, Miguel Reale e Mário Ferreira dos Santos com Marilena Chauí, Carlos Lacerda e Oswaldo Aranha com Babá, Heloísa Helena e o dr. Enéas. Vejam o nosso presente e conhecerão o nosso futuro.

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