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A Arte da Prudência - Gracian

A Arte da Prudência - Gracian

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A Arte da Prudência - Gracian

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Publicado há 1404 dias - 0 estrelas

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20. Nascer na época certa

Os sujeitos de qualidades extraordinárias dependem do tempo em que
vivemos. Nem todos tiveram a época que mereciam, e muitos que tiveram não souberam aproveitá-la. Alguns mereceram tempos melhores, pois nem tudo o que é bom triunfa sempre. Todas as coisas têm suas estações, até os valores estão sujeitos à moda. Mas o sábio tem uma vantagem: é eterno. Se este não é seu século, muitos outros serão.

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17. Variar o modo de agir

Isso vai confundir os outros, em especial seus rivais, despertando-lhes a
curiosidade e a atenção. Se agir sempre de acordo com a primeira intenção,
sue agir será previsível e frustrado. É fácil abater o pássaro que voa em linha reta, mas não aquele que altera seu vôo. Não aja sempre conforme a segunda intenção, tampouco; repita seu agir, e os outros descobrirão a artimanha. A malícia fica à espreita, é preciso uma grande sutileza para enganá-la. O jogador perfeito nunca move a peça que se espera, e muito menos a peça que seu adversário desejaria.

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16. Conhecimento e intenções nobres

Garantem a fecundidade do seu sucesso. Quando o bom entendimento se une
com a má intenção, não se tem um matrimônio, mas uma violação monstruosa.
A intenção maligna envenena as melhores qualidades. Auxiliada pelo
conhecimento, corrompe com maior sutileza. Infeliz a excelência que se
entrega à maldade! Conhecimento sem com senso significa loucura em dobro.

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15. Cercar-se de auxiliares competentes.

Os poderosos são felizes quando cercados de valentes de notável
entendimento, capazes de livrá-los das enrascadas em que foram colocadas
pela própria ignorância, e de tomarem seu lugar contra as dificuldades. Saber
utilizar os sábios constitui uma qualidade única: melhor do que escravizar os
reis, como fazia Tigrano. É uma nova maneira de dominar os outros no que
tange o melhor da vida: transformar com arte em servidores aqueles que a
natureza fez superiores. Temos poço para viver e muito para saber. Requer
uma habilidade notável estudar e aprender sem esforço; estudar muito por
meio de muitos, e saber mais que todos eles juntos. Faça-o, e falará por muitos
em qualquer reunião. Falará por tantos sábios quantos o precederam, e
ganhará fama como oráculo graças ao suor dos outros. Escolha um tema e
permita às cabeças que o rodeiam proporcionar-lhe um conhecimento
concentrado. Se não pode fazer do conhecimento seu servo, torne-o seu
amigo.

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12. Natureza e arte, matéria e obra

Toda beleza requer ajuda. A perfeição se transforma em barbárie quando não é
enobrecida pelo artifício. O artifício resgata o mau e aperfeiçoa o bom. A
natureza costuma nos deixar quando mais precisamos dela; recorramos à arte.Sem ela o melhor talento é grosseiro, e, sem cultura, as qualidades ficam pela
metade. Sem artifício, o homem parece bruto e rude. A perfeição exige
polimento.

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11. Associar-se àqueles com quem pode aprender

Seja o convívio amigável uma escola de erudição e torne a conversação
instrutiva. Faça dos amigos professores e combine a utilidade da
aprendizagem com o gosto da conversa. Alterne a fruição com a instrução. O
que você diz será recompensado com aplausos; o que ouve, com
aprendizados.
O que nos leva aos outros, em geral, é a nossa própria conveniência; aqui ela
tem um sentido maior. Os prudentes freqüentam as casas de renomados heróis
que são mais palcos de heroísmo que palácios de futilidade. Alguns são
notáveis pelos conhecimentos e bom senso; pelo exemplo e pelo modo de agir,
são oráculos de toda grandeza. Aqueles que os cercam formam uma academia
refinada de discrição e sabedoria elegantes.

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10. Fama e fortuna

O que uma tem de inconstante, a outra, de firme. A última nos ajuda a viver, a
primeira nos ajuda mais tarde mais tarde. A fortuna contra a inveja, a fama
contra esquecimento. Podemos desejar a fortuna, e ás vezes nutri-la com
nossos esforços, mas toda fama exige trabalho constante. O desejo de
reputação nasce da virtude, a fama foi e é irmã de gigantes. Anda sempre
pelos extremos: monstros ou prodígios, vitupérios e elogios.

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9. Desmentir os defeitos de seu país

A água absorve as boas e más qualidades dos leitos que percorre; os homens
partilham as da região em que nascem. Alguns devem mais que outros a seu
país ou cidade natal, pois nasceram sob céus auspiciosos. Nenhum país, nem
mesmo o mais oculto, deixa de ter um defeito peculiar, e tais fraquezas servem
de defesa ou consolo às nações vizinhas. É vitoriosa destreza corrigir, ou ao
menos ocultar, tais falhas. Agindo assim, você será reverenciado como único
entre seu povo; pois o menos esperado é o mais valorizado. Outros defeitos
têm como causa a linguagem, a condição, a ocupação e a idade. Todos esses
defeitos, quando coincidem num único sujeito e não se toma nenhum cuidado
para preveni-lo e corrigi-los, produzem um monstro insuportável.

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8. Não ceder a paixões: a qualidade espiritual mais elevada

Que sua superioridade o redima de impressões comuns, passageiras. Não há
maestria maior que o domínio sobre si próprio e as paixões: é o triunfo do livrearbítrio. A paixão pode até afetá-lo, mas não permita que afete sua posição,
muito menos se esta for importante. Trata-se de uma maneira sensata de evitar
problemas e um caminho mais curto para se obter a estima dos outros.

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7. Não eclipsar o patrão

Toda derrota provoca ódio, e superar o chefe tanto é tolo quanto fatal. A
supremacia é sempre detestada, em especial pelos supervisores. O sábio deve
ocultar as vantagens comuns, assim como se disfarça a beleza com um toque
de desalinho. A muitos não incomoda ser superado em riqueza, caráter ou
temperamento, mas ninguém, em especial um soberano, gosta que lhe
excedam em inteligência. Trata-se, afinal, do maior dos atributos, e qualquer
crime contra ele constitui lesa- majestade. Os soberanos querem sê-lo no que
é mais importante. Os príncipes gostam de ser ajudados, mas não
sobrepujados. Ao aconselhá-los, faça-o como se os lembrasse de algo
esquecido, não como se acendesse a luz que ele é incapaz de ver. Os astros
nos ensinam tal sutileza. São filhos e brilhantes, mas nunca rivalizam com o
sol.

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6. Alcançar a perfeição

Ninguém nasce perfeito. Deve se aperfeiçoar dia a dia, tanto o pessoal quanto
profissionalmente, até se realizar por completo, repleto de dotes e de
qualidades. Será reconhecido pelo requintado gosto, inteligência aguda,
intenção clara, discernimento maduro. Alguns nunca se realizam, falta-lhes
sempre alguma coisa. Outros requerem um longo tempo para se forma. O
homem completo – sábio de expressão, prudente nas ações- é aceito, e até
desejado para privar do seleto grupo dos discretos.

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5. Criar dependência

Faz-se um deus não adorando a estátua, mas adorando-a. O sagaz prefere
necessitados de si do que agradecidos. A gratidão vulgar vale menos do que a
esperança cortês, pois a esperança tem boa memória e a gratidão éesquecida. Obtém mais da dependência que da cortesia. Quem já matou a
sede dá as costas à fonte, e a laranja espremida passa de ouro a lodo. Finda a
dependências, desaparecem as boas maneiras, bem como estima. A lição mais
importante que a experiência ensina é conservar a dependência, e nutri-la sem
satisfazê-la, mesmo diante de um rei. Mas não chegue a extremos, calando
para que os outros errem ou tornando o mal incurável em proveito próprio.

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